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Conselhos - Automóveis

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Actualmente, cerca de um terço da energia total consumida é utilizada por transportes rodoviários, essencialmente por automóveis. No entanto, apesar de existirem automóveis cada vez mais eficientes, não se consegue compensar os prejuízos ambientais que advêm com o aumento de tráfego que se tem verificado pela utilização do automóvel particular.

 

Motores e Combustíveis

O sistema HSD combina um motor eléctrico com um motor a gasolina, capaz de assegurar emissões mais baixas. No arranque da viatura, apenas o motor eléctrico está a funcionar, assim como em velocidades relativamente reduzidas. Em velocidade de cruzeiro, ambos os motores funcionam dividindo pelos dois a potência necessária de maneira a maximizar a eficiência. Em aceleração é apenas utilizado o motor a gasolina, enquanto em desaceleração o motor eléctrico funciona como gerador recuperando a energia cinética em energia eléctrica e acumulando-a nas baterias. Com o veículo parado, o motor a gasolina é automaticamente desligado para reduzir o consumo e as emissões, maximizando a eficiência.

O sistema IMA possui uma tecnologia parecida com o sistema HSD, em que nas fases de desaceleração a energia cinética é transformada em energia eléctrica e canalizada para as baterias. No interior do veículo existe um manómetro que indica se o motor eléctrico está em funcionamento a ajudar o motor a gasolina, se está a recarregar baterias. Tal como no HSD, em aceleração o sistema eléctrico auxilia o motor a gasolina para compensar o consumo de combustível e quando parado, este motor de combustão desliga automaticamente. A diferença entre a tecnologia IMA e HSD, reside essencialmente no momento do arranque da viatura, em que no caso do sistema IMA é feito com recurso ao motor a gasolina, enquanto o HSD utiliza apenas o sistema eléctrico para iniciar a marcha e em velocidades reduzidas.

 

Condução Eficiente

Uma condução ecológica eficiente, além de contribuir para a segurança rodoviária, contribui também para a protecção do ambiente ao promover a poupança de combustível e de outros custos, como é o caso de pneus, lubrificantes e travões.

Existe um conjunto de medidas simples que promovem esta eficiência:

Planeamento da deslocação

·    Partilhe o veículo, sempre que possível, com colegas ou familiares nas deslocações de e para o local de trabalho, supermercado, etc.;

·    Evite carregar pesos desnecessários, na bagageira, devido à sua contribuição para o aumento significativo do consumo de combustíveis;

·    Sempre que não forem necessárias remova as barras exteriores de transporte do tejadilho pois estas diminuem a aerodinâmica da viatura e aumentam o seu consumo de combustível;

·    Planeie antecipadamente os percursos e escolha os mais descongestionados;

·    Em tempo de calor, opte por viajar em horas mais frescas, usando menos o ar condicionado e evitando o aumento do consumo de combustível;

·    Quando for de férias e antes de alugar um carro, informe-se no hotel sobre os transportes públicos na região ou sobre os serviços de transporte/visitas organizadas pelo próprio hotel.

 

Durante a viagem

·    No arranque a frio, inicie a marcha com uma condução suave, em vez de esperar que o motor aqueça ao ralentim, porque apenas contribui para desperdiçar combustível;

·    Conduza suavemente, alargando o campo de visão (2 ou 3 veículos à frente) e evitando travagens e mudanças de velocidades inúteis, proporcionando cerca de 5 a 10% de economia de combustível e redução do desgaste do motor, pneus e travões;

·    Durante a aceleração troque de mudança: entre as 2000 e 2500 rpm nos motores a gasolina e entre as 1500 e 2000 rpm nos motores a gasóleo;

·    Opte por mudanças elevadas e baixas rotações do motor pois o consumo será menor;

·    Sempre que possível, em auto-estrada, reduza a velocidade. Conduzir a 120 km/h, em vez de a 100 km/h, representa um aumento de consumo de 20%;

·    Não conduza a velocidades elevadas, pois além de gastar mais aumenta o risco na sua condução;

·    Sempre que puder, trave com a caixa de velocidades antes de usar o travão;

·    Trave suavemente, para além de poupar o sistema de travagem e suspensão, a sua marcha será mais segura e confortável;

·    Em filas de espera prolongadas, desligue o veículo, desde que não contribua para situações de insegurança na estrada;

·    Em paragens mais prolongadas (mais de 60 segundos), é recomendado desligar o motor;

 

 

Ar condicionado

·    Ao entrar na viatura, num dia quente, não ligue o ar condicionado de imediato. Circule primeiro com as janelas abertas, renovando o ar, e só depois deverá accioná-lo. É preferível o seu uso apenas acima dos 80 km/h;

 

·    Limite o uso de ar condicionado, pois aumenta em 20% o consumo. De Inverno, use o aquecimento do sistema de arrefecimento do motor.

  

Manutenção do automóvel

 

·    A manutenção e revisão adequadas (mudanças de filtro de ar e de óleo, escolha apropriada do lubrificante), de acordo com as normas do fabricante, melhora os desempenhos energéticos, ambientais e de segurança do veículo;

·    Verifique se a pressão dos pneus do veículos é a recomendada pelo fabricante. Uma pressão inferior em 0,5 bar, aumenta o consumo de combustível em 5%, provocando um desgaste acelerado dos pneus;

·    Escolha pneus de qualidade, pois dimunuem a resistência à estrada sem pôr em causa a segurança, reduzindo o ruído e poupando combustível.

Alternativas ao Automóvel

A utilização do automóvel deve resumir-se ao essencial e quando possível deve ser partilhado. Em pequenas distâncias e sempre que possível, desloque-se a pé ou de bicicleta adquirindo comportamentos benéficos para a saúde. Já existem em algumas cidades, bicicletas de aluguer gratuito. No momento da escolha da sua habitação tenha em conta os factores de mobilidade. Procure utilizar os transportes colectivos nas suas deslocações quotidianas. Estará assim a promover a redução do ruído e da poluição do ar - nomeadamente das emissões de gases de efeito de estufa que contribuem para as alterações climáticas. De uma forma global, está também a contribuir para uma maior sustentabilidade ambiental.

11/2013 Quercus